Espetáculos "Ecofolguedo" e "Devoção" emocionam na segunda noite do XXVI Eco Festival do Peixe-Boi em Novo Airão
Na madrugada deste domingo (02), a Lagoa do Peixe-Boi, em Novo Airão (a 115 km de Manaus), foi palco de uma celebração vibrante da cultura amazônica com os espetáculos dos bois Anavilhanas e Jaú, encerrando a segunda noite do XXVI Eco Festival do Peixe-Boi.
Anavilhanas: Brinquedo do Povo
Inspirado nas brincadeiras de terreiros e quintais, o boi Anavilhanas apresentou o espetáculo "Ecofolguedo: brinquedo do povo", uma homenagem à memória dos que partiram e dos que marcaram a história do festival. O cantor Ericson Mendonça defendeu o item Canção, Letra e Música com “Anavilhanas, brinquedo do povo”, acompanhado pelo bailado Verde e Branco que tomou conta da arena.
A apresentação da Fauna e Flora trouxe crianças e adolescentes em coreografia ao som de “Aquário Natural da Vida”, com destaque para Adriny Marques, estreante como Mãe Natureza. A Batucada Soberana, regida por Anderson Pacheco, ecoou pela Lagoa, enquanto Danielle Santos evoluía como Garota Encanto da Batucada.
A Ala Temática encenou a Lenda do Peixe-Boi, reforçando a mensagem de preservação ambiental. Carmem Valente emocionou em sua despedida como Matinta Perera, figura mítica que aterroriza os airãoenses. Em “Ruínas do Medo”, a guerreira Kiná enfrentou um coronel, e Náide Freire recebeu o estandarte das mãos de Carina Dessana.
O último ato, “Hekura”, foi um ritual de cura conduzido pelo pajé Ibiá, culminando com a aparição do Deus Mauá Bruno Guedes. A apoteose homenageou ex-itens, fundadores e torcedores, encerrando com emoção o espetáculo verde e branco.
Jaú: Devoção e Resistência
Abrindo a mesma noite, o boi Jaú (verde e preto) apresentou “Devoção”, iniciado na Igreja Matriz de Santo Ângelo, transformada em catedral verde. O cantor Renier de Souza interpretou a canção “Devoção”, acompanhado por um intérprete de Libras.
Na “Festa da Natureza”, o pássaro Japiim revelou Panmila Passos como Garota Encanto da Batucada. A “Vigília da Floresta” trouxe seres encantados e revelou Lena Costa como Mãe Natureza. O ato “Catedral Verde” apresentou a Amazônia como templo vivo, com Ceuci, Nossa Senhora de Aparecida e Oxum guiando a Ala Temática “Devotos da Preservação”.
A Lenda do Peixe-Boi foi encenada como alerta contra a caça predatória. No terceiro ato, “Matrizes da Resistência”, o Quilombo do Tambor celebrou a fé afro-amazônica com Anna Gabriella Firmino como Deusa da Canção. No último ato, o monstro Iamai foi derrotado pelo Deus Mauá Gabriel Souza, simbolizando a luta pela vida dos povos indígenas.
Encerrando o espetáculo, a ativista indígena Vanda Witoto e Lena Costa trouxeram uma poderosa Mensagem Ecológica, clamando pela demarcação dos territórios e pela preservação da vida na Amazônia.
Por Rádio Amazônida
Fotos: Prefeitura de Novo Airão


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